9 de jun de 2016

Local de Fala e Cultura do Estupro (Vídeo Resposta à Felipe Neto e Pirula)

Vídeo Resposta: Felipe Neto e Pirula
Tantas coisas tem acontecido nos últimos tempos... Coisas que tem mexido comigo de verdade. Coisas que eu gostaria de poder falar sobre, mas que acontecem tão rapidamente que não dou conta de acompanhar o ritmo. Vocês sabem que eu tenho um ritmo meio lento quando se trata de produzir conteúdo - que é a forma que eu tenho de expressar minha opinião sobre as coisas - e, nessa situação em que o país se encontra, acaba que eu me perco em meus próprios pensamentos, quem dirá me encontrar para escrever a respeito.
Há dez dias, aconteceu  o estupro coletivo da Beatriz, a "menina do Rio". E parece que foi a gota d'água do que eu e muitas outras mulheres estávamos acumulando. Não que não soubéssemos que isso não é um caso isolado, mas a forma como aconteceu, a frieza dos criminosos; da polícia; da mídia e das pessoas... Tudo isso foi muito chocante e precisávamos reunir forçar para lutar com mais força contra a cultura do estupro. Prova gritante da diferença do sentimento entre homens e mulheres, com relação a esse caso, é que a maioria dos caras correram para gravar vídeos, porque "os fãs pediram" ou porque certamente seria um tema que "geraria muitas visualizações"; enquanto a maioria das meninas precisou digerir o assunto antes de falar sobre ele. E a parte triste disso, é que os vídeos dos meninos tiveram mais visualizações - como era de se esperar, por terem postado primeiro - o que não seria problema, se eles não tivessem dado tanto close errado, com a mania de opinar sobre algo que eles não entendem.
Eu poderia falar muitas coisas a respeito do pouco que entendo sobre Local de Fala e Cultura do Estupro. Na verdade, teria muita coisa para falar para ensinar às pessoas sobre empatia. Mas, diante das circunstâncias, não haveria post ou vídeo que pudesse suprir tudo o que estava engasgado na minha garganta e que pudesse aliviar meu coração completamente. Eu precisaria de muito mais espaço e não havia tempo para construir isso. Mas, como eu precisava MESMO falar, resolvi responder aos vídeos que já tinham feito. Decidi que alguns não mereciam a minha resposta, porque seria como dar murro em ponta de faca. Foquei nos youtubers que eu ainda respeito: Felipe Neto e Pirula. Respondi o Felipe, pela sua total falta de timing ao falar sobre "benefíco da dúvida" em um momento onde não se havia a menor dúvida. Respondi ao Pirula, porque ele não acredita que haja uma cultura do estupro no Brasil. Acredito na boa intenção dos dois ao publicar seus vídeos, ainda que tenham errado feio nesses quesitos. E tomei como base que quem assistiria, estaria ao menos no mesmo nível de desconstrução que eles, para entender o que tento explicar em 20 minutos - me enganei levemente, mas nada que um block não resolva. Nenhum dos dois assistiu ao vídeo - se assistiu, não se manifestou - e eu me sinto meio retardada por conversar com quem não pode me ouvir, mas também sinto que tentei fazer a minha parte.
Ontem, o Felipe Neto publicou um vídeo novo no Não Faz Sentido, onde falava sobre o assédio do cantor (?) Biel à uma repórter. Não notei uma palavra sequer fora do lugar e ele representou a voz de muitas mulheres, principalmente por terminar o vídeo deixando claro que a luta é nossa. Também tem disciplinado seus posts no Twitter, sem colocar a culpa daquilo que o incomoda no feminismo, muito pelo contrário, se desculpando por todas as coisas erradas que já disse no passado. Nessa semana, o Felipe Neto aprendeu algo e, mesmo que não tenha sido através do meu vídeo, fico aliviada por isso. Acredito fortemente em sua desconstrução e boas intenções. Já o Pirula... Bom, ele não deve ter saído da bolha acadêmica ainda. Quem sabe um dia! Um cara inteligente como ele, não deve demorar muito para fazer isso.
Meu vídeo envelheceu rápido, dessa vez. Mas talvez ainda possa tocar algumas pessoas e contribuir para fazer um mundo um tiquinho melhor. Se você quiser assistir, seja bem-vindo! Vale a pena conferir a descrição do vídeo no YouTube, pois lá se encontram todos os links, vídeos e canais citados - eu colocaria aqui, mas a minha internet está uó! Por causa disso, eu nem pude divulgar o vídeo da forma que eu gostaria. :(

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27 de mai de 2016

3 Filmes sobre Transsexualidade

Eu nunca havia parado para pensar a respeito de transsexualidade, até o dia em que a mídia voltou toda a sua atenção à Shilloh Jhon Jolie-Pitt, o filho transsexual de Angelina Jolie e Brad Pitt. Podemos notar isso, devido a minha confusão ao escrever o post sobre o estilo dele. Porém, se há alguma coisa certa nesse post, é a parte que diz que eu procuro crescer como pessoa e não tenho vergonha de expor as minhas opiniões que mudaram. Por sorte, hoje há muito mais conteúdo para nos ajudar a desconstruir e, se posso fazer alguma coisa para ajudar outras pessoas nesse processo, farei. 
É muito difícil falar sobre uma luta que não é a sua. Eu não sou transsexual, nem faço parte do movimento LGBT - embora tenha toda a minha empatia e apoio ao movimento - portanto, não tenho vivência para dissertar sobre esse assunto. Ainda assim, separei três filmes incríveis sobre transsexualidade, para contribuir para a desconstrução de uns e acrescentar na representatividade de outros. Sugiro que assistam na ordem citada: 

Meninos Não Choram (1999):
3 Filmes sobre Transsexualidade
Dirigido por Kimberly Peircy, Meninos Não Choram conta o drama real de Brandom Teena (Hilary Swank), um garoto Transsexual de 21 anos, que enfrenta dificuldades para encontrar a sua identidade de gênero. 
Nos anos 90 e 2000, quase ninguém falava sobre transsexualidade. O filme inclusive cita o quanto isso ainda era novidade perante a medicina. Podemos notar que o próprio Brandom não sabia se definir muito bem em palavras. Ele sabia que não era uma menina, sabia que não era lésbica, mas era difícil explicar isso às outras pessoas. 
Em busca dessa identidade e baseado em suas certezas, Brandom fazia amigos e namorava garotas. Mas, como nem o próprio sabia se definir muito bem, tudo parecia não passar de uma mentira. E, um dia, essa "suposta mentira" veio a tona, trazendo péssimas consequências.
Spoiler e aviso de gatilho: clique aqui para saber.

3 de mai de 2016

Produtos Acabados Acessíveis

Coisas baratas e/ou fáceis de se encontrar
Usar um produto até o fim nunca foi um sacrifício para mim. Muito pelo contrário, sou do time de pessoas que não gosta de começar a usar algo novo, sem ter terminado o antigo antes. E isso mesmo quando não fico APAIXONADA pelo produto. Então, a menos que o produto seja ruim ou me faça algum mal, provavelmente eu irei usá-lo até o fim. Logo, aquela ideia de "vídeo de produtos acabados", que mostra o que realmente a pessoa gostou muito, talvez não funcione tanto assim comigo. Ainda assim, eu acho que vale a pena ver o meu vídeo sobre Produtos Acabados Acessíveis, porque só mostro coisas baratas e/ou fáceis de se encontrar - com exceção do creminho anti-sinais da Olay 7, que é baratinho, mas, aparentemente, não vende mais no Brasil - e dou minhas considerações sobre cada uma delas.

Esse vídeo sobre Produtos Acabados Acessíveis é um vídeo-teste. Estou em dúvida sobre continuar com esse quadro no canal no YouTube ou aproveitar que agora tenho SnapChat para postar esse tipo de conteúdo lá, conforme as coisas forem acabando. Portanto, desfrutem desse conteúdo no YouTube e me sigam no Snapchat - MiaFreiesleben - para não perder as cenas dos próximos capítulos.




Produtos citados e onde comprar:
Resenhas dos Produtos Citados:
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29 de abr de 2016

Livro Uma Pergunta por Dia

Livro Uma Pergunta por Dia
Desde criança, eu sempre gostei de escrever em diários. Escrevi até o final da adolescência e pensava que gostaria de lê-los quando ficasse mais velha - coisa que não fiz ainda, por preguiça.
Aos dezoito anos, minha vida começou a ficar mais ~complicada~ e eu percebi que escrevia mais coisas tristes do que felizes. Achei que a Mychelle do futuro não iria querer se lembrar de certas coisas e decidi parar de escrever diários. E nunca mais o fiz. Continuei escrevendo reflexões e pensamentos na internet, mas registrava cada vez menos os detalhes do meu dia-dia. 
A ideia de ter um diário nunca mais me foi atraente, mas, ao mesmo tempo, sentia falta de registrar alguma coisa mais pessoal.

22 de abr de 2016

São Paulo - Escape 60's

Escape 60's
Há algumas semanas, uma amiga minha decidiu comemorar o aniversário dela no Escape 60's. E só uma amiga muito querida poderia ser capaz de me fazer gastar R$79,00, por uma hora em um troço que eu não entendia direito do que se tratava. E continuei sem entender por um bom tempo, mesmo depois de ter escutado as instruções e entrado dentro da sala Assassin's Creed do Escape 60's da Vila Olímpia - pode me chamar de lerda, se quiser. Mas eu não fui a única que demorou meia-hora para entender do que se tratava aquilo ali. As outras quatro pessoas que estavam comigo, fizeram o mesmo
Todo mundo sabia que se tratava de um jogo de estratégia, onde deveríamos achar pistas e desvendar enigmas. Mas como exatamente?